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16ª Bienal de São Paulo (1981)

O surgimento, nesse ano, da figura de um curador-geral da mostra transformaria por completo os rumos da Bienal. O crítico e ex-diretor do Museu de Arte Contemporânea (MAC) Walter Zanini foi o primeiro a assumir o posto, propondo uma edição particularmente ousada e modernizante. Rompendo com as edições anteriores, a 16ª Bienal aboliu espaços separados por país e optou por agrupar as obras por “analogia de linguagem” (pintura com pintura, vídeo com vídeo, escultura com escultura etc.). Vieram nomes internacionais como Antoni Muntadas, Gilbert & George e Alberto Burri. A seleção de brasileiros reuniu Antonio Dias, Carlos Fajardo, Iole de Freitas, Tunga, Ivens Machado, Eduardo Sued, Carmela Gross e Mira Schendel. O impacto ficou por conta da obra La Bruja, instalação com quinhentos metros de fios de algodão concebida por Cildo Meireles.

“Assim, pode-se afirmar que a Bienal de São Paulo vai aos poucos reconquistando o respeito dos artistas. Este ano ela está caracterizada pelas dezenas de instalações, expressão artística mais apresentada nos últimos salões internacionais. Entre os brasileiros os suportes são absolutamente diferentes e vão desde o desenho a lápis de cor, pintura sobre tela, instalações com filmes audiovisuais, até objetos insólitos como La bruja, de Cildo Meireles, que consiste numa grande vassoura cujos pelos (cem bobinas) atingem quilômetros de comprimento.” – “Bienal-1”, de Leonor Amarante, publicado n'O Estado de S. Paulo em 13 set. 1981.

Leia o texto na íntegra no catálogo da exposição 30 × Bienal – Transformações na arte brasileira da 1ª à 30ª edição.