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14ª Bienal de São Paulo (1977)

Significativas mudanças marcaram a primeira Bienal sem Ciccillo: dela em diante, as Representações Nacionais têm de seguir os temas propostos pela Bienal de São Paulo para a seleção de artistas, modelo inspirado novamente na Bienal de Veneza. A solução visava conter o excesso de obras e dar unidade ao evento, cujo ponto alto ficou por conta de uma espécie de “virada geográfica”, com a presença das obras do mexicano Rufino Tamayo. Outro destaque foram os argentinos do Grupo de Los Trece, com a instalação visualmente impactante Signos em ecossistemas artificiais, composta por gaiolas, pássaros de madeira, pedaços de carne, batatas, terra e arame farpado. Os artistas brasileiros em destaque na edição foram Hélio Oiticica e Rubem Valentim.

“Se, durante sua gestão, a Bienal esteve voltada para a Europa (Veneza), nada mais justo que agora, sob o comando do discretíssimo e silencioso Oscar Landmann, ela se volte para a América Latina, já que ele é cônsul honorário da Colômbia há mais de trinta anos. Daí os novos rumos, já nesta Bienal, e na do ano que vem, que deveria se chamar Bienal Nacional (e, como consequência natural, se voltar para nossa realidade cultural em busca de nossa própria identidade) mas será Bienal Latino-Americana.” – “A opinião de um crítico”, de Olney Krüsei, publicado no Shopping News de São Paulo em 02 out. 1977.

Leia o texto na íntegra no catálogo da exposição 30 × Bienal – Transformações na arte brasileira da 1ª à 30ª edição.