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12ª Bienal de São Paulo (1973)

Uma gigantesca boca elaborada por Vera Figueiredo “engolia” os visitantes da 12ª Bienal, demonstrando a força das derivações do neoconcretismo, cujo compasso interativo e lúdico teve espaço nessa edição e garantiu sucesso de público. No auge do boicote, a falta de tom de um evento inaugurado sob propostas participativas ficou nítida devido à presença histórica de 22 pinturas do russo Vassili Kandinski, grande incentivador da arte estática e da psicologia da cor, num apelo diretamente contrário à proposta da edição. Sem muitas alternativas, a representação brasileira homenageou artistas falecidos naquele ano: Maria Martins, Ivan Serpa e Waldemar Cordeiro – além de Tarsila do Amaral e Flávio de Carvalho.

“O visitante deve passar no mínimo dois dias inteiros na Bienal para captar as coisas mais importantes. Entre elas destacaremos imediatamente a Sala Especial de [Vassili] Kandinski, as pequenas mas valiosas retrospectivas de arte-computador de Waldemar Cordeiro e pinturas de Ivan Serpa, as seções da Itália, Alemanha, Japão, a de teatro da Tchecoslováquia, as obras de [Darío] Villalba, na Espanha, de Luiz Dias, na Guatemala, e desenhos de Amaya na Costa Rica, gravuras de O[mar] Rayo e a retrospectiva simpática do escultor argentino Pablo Curatella Manes, muito próximo do estilo dos cubistas europeus de seu tempo.” – “Bienal de São Paulo, válida apesar de tudo”, de Mario Barata, publicado no Jornal do Commercio em 14 out. 1973.

Leia o texto na íntegra no catálogo da exposição 30 × Bienal – Transformações na arte brasileira da 1ª à 30ª edição.