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7ª Bienal de São Paulo (1963)

A 7ª Bienal foi a primeira edição desvinculada do Museu de Arte Moderna de São Paulo e realizada sob responsabilidade da Fundação Bienal de São Paulo, instituição criada um ano antes. Um momento de gigantismo marcou a edição, cujo número excessivo de obras – 4131 de 625 artistas – criou um panorama eclético e de difícil compreensão. De um lado, ao olhar para a produção contemporânea, a exposição abarcava a obra de Flávio de Carvalho e apontava para o início da febre pop, protagonizada pela presença do norte-americano George Segall e do inglês Eduardo Paolozzi. De outro, prosseguia com mostras retrospectivas promovidas pelas delegações estrangeiras, como as salas do expressionista alemão Emil Nolde e do modernista uruguaio Rafael Barradas, o que punha em xeque o sentido conceitual do evento. Yolanda Mohalyi recebeu o prêmio de Pintura. Os brasileiros Anatol Wladyslaw, Sérvulo Esmeraldo, Eleonore Koch e Arthur Piza também participaram da edição.

“O prêmio de pintura para Yolanda Mohali coroa toda uma carreira honesta e qualitativa que, partindo de sob a sombra amiga do nosso grande [Lasar] Segall, acabou encontrando na linguagem abstrata internacional um meio de expressão adequado ao romantismo moderado da artista. Yolanda apresenta uma frente pictórica sem altos nem baixos, sem grandes tiradas, de uma discreta proposição plástica.” – “Observações críticas sobre os prêmios da Bienal”, de Mário Pedrosa, publicado n’O Estado de S. Paulo em 30 nov. 1963.

Leia o texto na íntegra no catálogo da exposição 30 × Bienal – Transformações na arte brasileira da 1ª à 30ª edição.