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6ª Bienal de São Paulo (1961)

Ciccillo Matarazzo deixa de ser o único mecenas da Bienal, e o evento passa por sua primeira crise econômica. A sexta edição ficou conhecida pelo predomínio do neoconcretismo brasileiro, evidenciado pela presença revolucionária dos Bichos de Lygia Clark. O abstracionismo concreto também tomava força, com uma retrospectiva de 95 obras de Alfredo Volpi e as outras participações brasileiras significativas de Willys de Castro, Amilcar de Castro e Ivan Serpa. Lygia Clark recebeu o prêmio de Escultura, Anatol Wladyslaw o de Desenho e Iberê Camargo o de Pintura.

“O prêmio dado a Lygia Clark de melhor escultora nacional, pelo júri internacional da 6a Bienal de São Paulo, tem um significado especial, que convém acentuar. Em primeiro lugar, trata-se do reconhecimento em caráter internacional de uma obra revolucionária que, até bem poucos meses, dividia a crítica brasileira em opiniões já entusiásticas já duramente negativas. Em segundo lugar, vem o fato aparentemente contraditório de se premiarem como escultura obras que, mais do que a média, estão fora de qualquer definição coerente desse gênero de arte.” – “Não objeto prêmio da Bienal – Lygia Clark”, de Ferreira Gullar, publicado no Jornal do Brasil em 16 e 17/09/1961.

Leia o texto na íntegra no catálogo da exposição 30 × Bienal – Transformações na arte brasileira da 1ª à 30ª edição.