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5ª Bienal de São Paulo (1959)

Passaram pela 5ª Bienal 200 mil visitantes, garantindo o sucesso da exposição, que teve como pontos altos a seleção de trinta obras do ícone impressionista Vincent van Gogh. Representada pelo jovem artista brasileiro Manabu Mabe, a presença do tachismo e do informal têm relevância na exposição. A presença de Iberê Camargo e Flavio-Shiró são destaques entre os brasileiros. Marcelo Grassmann, por sua vez, recebe o prêmio de Desenho. A representação da Alemanha reuniu obras dos expressionistas de Dresden: Erich Heckel, Ernst Ludwig Kirchner, Karl Schmidt-Rottluff, Emil Nolde e Otto Müller. Com forte presença da gravura, as delegações francesa e japonesa trouxeram expoentes históricos da técnica em seus respectivos países.

“Um neoexpressionismo, ou, mais propriamente, um novo expressionismo – pois aqui não surge aquele espírito de restauração desejada e de prévio planejamento racionalizado, que avilta a pureza estética de todos os ‘neos’ – será a marca distintiva da criação plástica atual. Inserido no grande movimento não figurativo, que preparou o vocabulário necessário à arte viva, porém, não conseguiu ele próprio tornar-se um cabal objetivo da criação, por isso mesmo a ‘linha’ atual desnorteia, inicialmente, a crítica, cujos olhos estavam postos naquela transição vocabular.” – "Bienal: significação do novo", de Lourival Gomes Machado, publicado n’O Estado de S. Paulo em 17 out. 1959.

Leia o texto na íntegra no catálogo da exposição 30 × Bienal – Transformações na arte brasileira da 1ª à 30ª edição.