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3ª Bienal de São Paulo (1955)

Ao alcançar seu objetivo e consolidar-se como evento de arte de relevância no cenário mundial, a 3ª Bienal teve como destaque as obras dos muralistas mexicanos Diego Rivera, José Clemente Orozco e David Alfaro Siqueiros. A presença de artistas concretos brasileiros, como Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Lygia Clark, Luiz Sacilotto, Mary Vieira e Maurício Nogueira Lima, demonstrava o esforço do evento em apresentar a arte nacional como expressão madura e digna de inclusão no cenário internacional. Salas Especiais foram dedicadas aos pintores brasileiros Cândido Portinari e Lasar Segall, além do pintor francês Fernand Léger, cuja retrospectiva trouxe 38 pinturas, entre elas a peça Les loisirs (hommage à Louis David) (1948-49), que teve enorme aceitação pela simplicidade estética e de sentido empregadas em sua criação. O cartaz desse ano é de autoria de Alexandre Wollner.

“O Brasil, país do presente e do futuro, que tem a sorte de não carregar o peso esmagador de um passado, que já achou sua expressão moderníssima nas obras magníficas de seus arquitetos, está abrindo seus caminhos para as artes plásticas, nos jogos de formas e de cores novas, limpas, ordenadas e poderosas, filhas da invenção, da medida e da paixão criadora de um povo novo, que não se deixará interceptar ou enganar pelas vaticinações de velhos resíduos de um passado bem morto.” – “Abstracionismo improvisado [depoimento]”, de Samson Flexor, publicado no Última Hora em 12 ago. 1955.

Leia o texto na íntegra no catálogo da exposição 30 × Bienal – Transformações na arte brasileira da 1ª à 30ª edição.