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Encontros sobre Arte Contemporânea - ProAC

O Educativo Bienal em parceria com a Secretaria do Estado da Cultura – ProAC SP promoveu na mostra 30 × bienal – Transformações na arte brasileira da 1ª à 30ª edição um grande encontro para profissionais da cultura do Estado de São Paulo. Apelidado de Encontro sobre Arte Contemporânea - SISEM o programa contou com uma palestra, visita a exposição, visita investigativa individual e ação poética, com duração total de 6 horas. 

“Em nome da Fundação Bienal de São Paulo eu dou as boas vindas para vocês. Esse encontro faz parte de uma ação maior, através da parceria da Bienal e a Secretaria do Estado da Cultura – ProAC SP. O primeiro ano dessa parceria foi bem focado com as Fábricas de Cultura, e esse ano os Encontros sobre Arte está centralizado mais nas exposições”, explicou o diretor-superintendente da Fundação Bienal de São Paulo Rodolfo Viana.

Logo após a abertura, o palestrante do Educativo Bienal Pablo Tallavera iniciou sua apresentação com o assunto: “Onde começa a forma? Onde termina a forma?”, que é uma das perguntas disparadoras do material educativo da mostra 30 × bienal. Clique aqui para fazer o download desse material.

“Eu queria partir do ponto, no qual a arte contemporânea gera dúvidas e até um afastamento. É um paradigma, porque é uma linguagem artística para se aproximar das pessoas, mas o efeito foi ao contrário. Por isso, estamos aqui para tentar desvendar essa arte. Afinal quem nunca ouviu: ‘Mas isso é arte?’ ou ‘Isso aí todo mundo faz’. Hoje, tudo pode ser arte, mas isso não é um problema, e sim uma liberdade maravilhosa conquistada pela própria arte”, ressaltou Tallavera.

Com uma citação do artista Hélio Oiticica que fala sobre a essência da pintura, e da leitura do Manifesto Ruptura, dos concretistas, o palestrante mostrou o caminho percorrido da pintura clássica no plano até o parangolé, conhecido também como “pintura viva”, que ganha movimento e o espaço.

“No parangolé acontecem duas transformações, a primeira é do próprio parangolé que depende da pessoa para ganhar movimento, e a segunda é a sua, que ao vestir ou ver um parangolé ativado também se transforma. Vocês entendem? São outras maneiras de se relacionar com a arte”, disparou Tallavera.

Ao terminar a palestra, os participantes do Encontro fizeram uma visita orientada com educadores pela mostra 30 × bienal. Após o intervalo para o almoço, os participantes do encontro fizeram uma visita investigativa individual pela exposição para tentar responder a questão do palestrante Pablo Tallavera: “Onde começa a forma? Onde termina a forma?. Como finalização do encontro, os profissionais da cultura realizaram uma grande ação poética que envolveu os assuntos discutidos no dia . Confira alguns depoimentos de quem participou dessa ação:

“Achei brilhante a palestra do Pablo, foi muito proveitosa. Depois da palestra dele tive a oportunidade de pegar as leituras das obras através das formas, e isso para mim é uma nova técnica de discurso, uma quebra de paradigmas. Outra forma, outro postura, outra visão. A visita orientada foi ótima, pois a educadora privilegiou o olhar de cada um.”
Ricardo Cantaluppi, diretor de teatro da cidade de São Paulo.

“A educadora Roberta é maravilhosa. Plantou uma sementinha linda dentro da gente, a visita orientada com ela foi realmente muito instigante. O amarelo da Bolha, o trabalho de Maria Martins, lindo demais. Com esse encontro nasceu algo em mim no auge dos meus 52 anos: uma vontade imensa de saber mais sobre a arte.”
Francisca Aparceida Xavier, Secretaria de Cultura da cidade de Suzano.

“O formato do encontro foi bem legal, bem dinâmico e completo. Adorei! Com a visita orientada, conseguimos muitas informações interessantes sobre os trabalhos e a ação poética fechou o encontro.”
Felipe Rossi, educador do Museu do Café, em Santos.

“Gostei muito. É uma grande oportunidade poder visitar uma exposição e ter uma palestra para completar. A visita investigativa foi interessante, pois você já sai sabendo o que vai procurar, e com esse olhar muitas obras me chamaram atenção como: Ernesto Neto e Marcello Nistche.”
Aleksandre Cappellete, arquiteto e artesão na cidade de Botucatu.

Texto: Vivian Lobato
Fotos: Sattva Horaci e Sofia Colucci