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27ª Bienal de São Paulo (2006)

O mote Como viver junto, título de um conjunto de seminários proferidos por Roland Barthes nos anos 1970, norteou a curadoria de Lisette Lagnado para a 27ª Bienal. Numa edição marcada pela extinção das representações por país e a afirmação da arte como linguagem transnacional, a curadora concebeu uma homenagem a Gordon Matta-Clark, além de reunir obras emblemáticas de Thomas Hirschhorn, Dan Graham e León Ferrari. Entre os brasileiros, Marilá Dardot e Laura Lima compuseram um panorama especialmente fértil de reflexão sobre os novos rumos da arte contemporânea nacional. Como uma inovação fundamental para a Fundação Bienal, os projetos curatoriais passaram a ser escolhidos a partir de processos de seleção.

“Seria hipocrisia, porém, dizer que os artistas expostos na Bienal, por mais políticos que se proclamem, estejam fora do mercado. Jogando a favor do vento, a curadoria da mostra (mas não só ela, já que a ideia está no ar) resolveu a contradição de um modo curioso: como não pode eliminar o mercado no qual a própria Bienal está inserida, optou por abolir o artista e a arte, sob o espírito das ONGs, substituindo o valor da individualidade autoral pela ação comunitária e o bem comum.” – “Arte, terceiro setor”, de Bernardo Carvalho, publicado na Folha de S.Paulo em 24 out. 2006.

Leia o texto na íntegra no catálogo da exposição 30 × Bienal – Transformações na arte brasileira da 1ª à 30ª edição.