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26ª Bienal de São Paulo (2004)

Intitulada O ateliê como arquivo, a instalação de Paulo Bruscky foi uma das peças centrais da 26ª Bienal, reunião de 400 obras de 141 artistas. Com o tema Território livre, a mostra teve entrada gratuita, política que seria incorporada a todas as edições dali em diante. Além de Bruscky, Artur Barrio, Cai Guo-Qiang e Beatriz Milhazes foram alguns dos artistas que ganharam Salas Especiais. Obras de Cabelo, Chelpa Ferro, Laura Vinci e outros marcaram a entrada de uma nova geração na cena artística.

“Ao encontrar o artista em seu ateliê no Recife, durante as visitas preparatórias para a Bienal, o curador Alfons Hug rapidamente percebeu que para transmitir a vivacidade criativa de Bruscky só trazendo a São Paulo seu ambiente de criação na íntegra. A proposta foi feita e o artista aceitou. ‘Veio tudo, até as obras ainda em projeto’, conta ele. Livros, recortes, obras, objetos os mais variados – dos ex-votos às coleções de relógios, das pilhas de revistas às cruzes barrocas de pedra sabão –, tudo isso pode ser visto pelo visitante. O colecionismo, a reflexão sobre o processo artístico de forma geral e não individual são a forma poética na qual Bruscky constrói sua obra.” – “Bruscky leva seu ateliê à Bienal”, de Maria Hirszman, publicado n'O Estado de S. Paulo em 23 set. 2004.

Leia o texto na íntegra no catálogo da exposição 30 × Bienal – Transformações na arte brasileira da 1ª à 30ª edição.