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25ª Bienal de São Paulo (2002)

Centrada no tema Iconografias metropolitanas, a 25ª Bienal tornou-se famosa pela presença numerosa de artistas brasileiros fora do eixo São Paulo-Rio de Janeiro. A nomeação do primeiro curador estrangeiro, o alemão Alfons Hug, causou polêmica em alguns setores, que viam na escolha uma espécie de dominação sobre a soberania artística brasileira. Uma vez aberta, no entanto, a mostra recebeu excelente acolhida e bateu recorde de público, com 668.428 visitantes. A fim de compor um panorama complexo, Hug elegeu onze metrópoles internacionais: São Paulo, Istambul, Nova York, Pequim, Caracas, Londres, Berlim, Moscou, Tóquio, Johannesburgo e Sydney. Convidou cinco artistas representantes de cada uma delas e juntou doze nomes de diversas partes do mundo para formar uma 12ª cidade, "Utópica”. A mostra teve Salas Especiais reservadas a Jeff Koons, Karin Lambrecht e Julião Sarmento, e destacou, entre os nomes nacionais, Nelson Leirner, Carlos Fajardo e Carmela Gross.

“De acordo com o curador-chefe da Bienal, precisamente esta Bienal, em sua 25ª edição, não é um espetáculo. No momento em que a época pós-moderna, isto é, a american postmodern, já chegou a seu ponto culminante (passou a uma expressão superior de simulacros de guerra global, de desconstrução da informação eletrônica e de desmaterialização biológica do planeta), o curador-chefe alemão afirma que os eventos político-mediático-burocráticos das Bienais paulistas não são espetáculos. Se não é um espetáculo, o que será?” – “Uma Bienal no país do futebol e do carnaval”, de Eduardo Subiratis, publicado n'O Estado de S. Paulo em 11 abr. 2002.

Leia o texto na íntegra no catálogo da exposição 30 × Bienal – Transformações na arte brasileira da 1ª à 30ª edição.