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23ª Bienal de São Paulo (1996)

Novo recorde de representações, 87 países aderiram ao tema proposto por Nelson Aguilar, que fora curador da 22ª Bienal: A desmaterialização da arte no final do milênio. Na ocasião, um Núcleo Histórico que só perdia para a “Bienal da Guernica” trouxe mais de duzentas gravuras de Francisco de Goya, ilustrou a obra póstuma de Jean-Michael Basquiat e pontuou o terceiro andar do Pavilhão com 37 pinturas de Edvard Munch. A ampla diversidade de países trouxe consistência à discussão estética daquele momento. Pontos altos foram as esculturas Spider (1996), de Louise Bourgeois, e Brasil (1996), de Tomie Ohtake, que ocupou o grande vão do pavilhão com uma barra de ferro retorcido de 12 metros de altura.

“No terceiro andar estarão os carros-chefes da exposição: as Salas Especiais. Entre Picassos, Klees e Goyas, Tomie Ohtake, Mestre Didi e Rubem Valentim garantem a presença brasileira no topo do Pavilhão. A obra de Tomie ocupa um lugar de destaque no conjunto da Bienal: o vão das rampas projetadas por Oscar Niemeyer. Considerada uma das maiores artistas brasileiras, ela criou para a Bienal linhas em ferro tubular suspensas por fios invisíveis. Sua participação dialoga com a de Waltercio, na medida em que ambos se apropriaram do tema da Desmaterialização da arte em termos da leveza que os metais podem ter em seu uso como ‘vestígios’ de um traço no ar. Os dois artistas brasileiros menos conhecidos do público paulista são Mestre Didi e Rubem Valentim. Ambos nasceram na Bahia e mostrarão produções com referências da cultura afro-brasileira, sobretudo religiosas.” – “Brasileiros em todo o Pavilhão”, de Felipe Chaimovich, publicado no Jornal da Tarde em 04 out. 1996.

Leia o texto na íntegra no catálogo da exposição 30 × Bienal – Transformações na arte brasileira da 1ª à 30ª edição.