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22ª Bienal de São Paulo (1994)

Em parte por problemas de transição da presidência da instituição, assumida então por Edemar Cid Ferreira, em parte pela conveniência de não coincidir com as edições da Bienal de Veneza, a Bienal rompe o calendário e passa a acontecer nos anos pares. O segmento histórico assume grande importância na edição, cujo tema, Ruptura com o suporte, abria portas para explorações de plataformas e poéticas observadas nas obras de Hélio Oiticica, Lygia Clark e Mira Schendel. Com o maior número de países participantes desde sua fundação, setenta, vale destacar a Sala Especial ocupada pelo russo Casimir Maliévich: pela primeira vez fora da Europa, trinta obras de sua trajetória foram aplaudidas pelo público brasileiro.

“Acho que está muito mais viva e, apesar de seus aspectos desesperados, é também mais coerente. Não acho que isso tenha a ver com essa conversa de suporte, que é apenas um gancho. A natureza recente dessas grandes mostras exige dos curadores arrumarem esse tipo de ganchos. Não acho que seja necessariamente uma boa coisa; é inócua, mas também não esclarece muito. Por outro lado, acho muito interessante a exposição de Lygia Clark e Hélio Oiticica. Uma das coisas que os norte-americanos desconhecem é como as tradições da arte conceitual são fortes na América Latina.” – “Curador do MoMA elogia Oiticica e Clark”, de Bernardo Carvalho, publicado na Folha de S.Paulo em 09 dez. 1994.

Leia o texto na íntegra no catálogo da exposição 30 × Bienal – Transformações na arte brasileira da 1ª à 30ª edição.