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21ª Bienal de São Paulo (1991)

Apenas nessa edição a Bienal retomou o sistema de inscrições abertas, além de extinguir o triunvirato curatorial da edição anterior, dando lugar à questionada curadoria de João Cândido Galvão, que estipulou o aumento de 150 mil dólares para o grande prêmio. Foram vistos trabalhos importantes de Geraldo de Barros e Anna Maria Maiolino. Obteve especial atenção a monumentalidade de Paralell Lines (1991), da norte-americana Ann Hamilton, que ganhou atenção do público ao dispor uma nave feita de velas numa instalação de 27 metros de comprimento e 8 de largura. Cândido Galvão repetiu seu trabalho da edição anterior, como coordenador dos setores de dança, música e teatro, e foi novamente bem-sucedido ao trazer dois espetáculos inesquecíveis para a Bienal: Suz/O/Suz, do grupo catalão Fura del Baus, e Trilogia Clássica: Medeia, Troiana e Electra, narrado em latim e grego pela Companhia do Teatro Nacional de Bucareste.

“Ingenuamente, a Bienal esperou que os bons artistas do mundo fossem se inscrever na ‘competição’, arriscando-se a um prêmio frequentemente inferior ao valor de suas próprias obras. Pior, com o seu regulamento, a Bienal terminou desarticulando alguns países que historicamente sempre enviaram excelentes representações. A outra consequência é que a própria Bienal criou um segundo absurdo: uma conivência com a burla ao seu próprio regulamento, através das propostas especiais. A atitude provinciana da Bienal de São Paulo é um desastre para a nossa arte.” – “Bienal termina sem evitar seu desastre”, de Marcantônio Vilaça, publicado na Folha de S.Paulo em 08 dez. 1991.

Leia o texto na íntegra no catálogo da exposição 30 × Bienal – Transformações na arte brasileira da 1ª à 30ª edição.