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20ª Bienal de São Paulo (1989)

Após quatro edições sucessivas sob a responsabilidade de dois curadores, a 20ª Bienal foi concebida por um triunvirato: Carlos von Schmidt, responsável pela parte internacional, Stella Teixeira de Barros, organizadora da mostra nacional, e João Cândido Galvão, cujo papel foi programar eventos especiais. Entre as proposições da equipe, causaram polêmica a retomada das premiações e o arranjo das Representações Nacionais em salas separadas. Países como a França, cuja participação foi ancorada numa retrospectiva de Yves Klein, e a Alemanha Ocidental, com a monumental instalação de Joseph Beuys, Veado com raio em seu clarão (1958-85), deram brilho ao evento. Também a representação brasileira foi considerada uma das mais consistentes em muito tempo, trazendo Sérgio Camargo, Eduardo Sued, Amilcar de Castro, Flavio-Shiró, José Resende e Cildo Mireles.

“A 20ª Bienal tem a marca da orientação pluralista, da vontade eclética e do destaque isolado, mais propenso a representar a variedade artística do que a sinalizar conjuntos de obras e suas relações. Isso se deve às injunções da instituição paulista, que conta com escolhas de vários organizadores e com envio de obras a critério dos países participantes. Mas ocorre que as obras falam mais alto e vão se impondo.” – “Abstração e cor na Bienal”, de Ana Maria Belluzzo, publicado no Jornal da Tarde em 14 nov. 1989.

Leia o texto na íntegra no catálogo da exposição 30 × Bienal – Transformações na arte brasileira da 1ª à 30ª edição.