share on facebook
17ª Bienal de São Paulo (1983)

Linguagens cada vez mais correntes na arte contemporânea global, a performance, o vídeo e o happening deram o tom da 17ª Bienal. Keith Haring, Anish Kapoor e Daniel Buren foram alguns dos artistas selecionados, numa edição que reuniu 43 países representados e 1650 obras. Artur Barrio, José Resende, Lenora de Barros, Regina Silveira, Waltercio Caldas e Miguel Rio Branco estiveram entre os brasileiros de destaque; Flávio de Carvalho teve uma sala especial em sua homenagem assim como um catálogo dedicado a sua obra. O Concerto Fluxus foi um dos acontecimentos centrais da edição, que incluiu ainda uma sala de documentos sobre o grupo – registros de Ben Vautier dormindo, Dick Higgins tocando piano ou Wolf Vostell durante uma ação nova-iorquina.

“É quase unânime a opinião de que esta é uma das melhores Bienais dos últimos dez anos, e que o Brasil se destaca nitidamente, mesmo se posto em confronto com nações mais avançadas tecnológica e culturalmente. É certo que, na escolha da representação brasileira, optou-se quase sempre por artistas que trabalham dentro de padrões internacionais (alguns, inclusive, vivem no exterior ou vieram de e apenas começam a se integrar ao nosso meio cultural) e estão atualizados com as tendências vigentes, hoje, na Europa e nos Estados Unidos. Com exceção de Manfredo Souza Neto (suas forquilhas com terras de Minas Gerais), do fotógrafo Miguel Rio Branco (que segue interessado em certos guetos da vida brasileira) ou de Aluísio Carvão, com sua geometria lírica, tropical, estão ausentes algumas tendências ‘internas’ da arte brasileira, que deveriam emergir, também, nesta Bienal. Os brasileiros estão todos à la page, apesar do caráter peculiar e experimental de suas propostas.” – Brasil e pintura são os destaques – “Apesar de algumas frustrações e equívocos, a melhor Bienal”, de Frederico Morais, publicado n'O Globo em 24 out. 1983.

Leia o texto na íntegra no catálogo da exposição 30 × Bienal – Transformações na arte brasileira da 1ª à 30ª edição.